Dentre 28 economias acompanhadas pela Elos Ayta, o real brasileiro foi o segundo mais valorizado no mundo em janeiro, atrás apenas do peso chileno. Até o dia 29 de janeiro, o real acumulava alta de 5,9% frente ao dólar Ptax, a taxa de referência calculada pelo Banco Central.
O estudo, que acompanha o comportamento do dólar em 28 economias, destacou a performance da moeda americana em países emergentes. De acordo com os analistas, a movimentação no câmbio neste início de ano, sintetiza um cenário atípico de dólar mais fraco de forma disseminada, moedas emergentes selecionadas em destaque e o real entre as principais valorizações globais.
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Segundo a consultoria, esse fenômeno não é comum na história recente do país.
“Frente ao histórico [do país], o desempenho de janeiro de 2026 sinaliza uma inflexão relevante no humor do mercado”, argumenta a consultoria. O avanço registrado em janeiro é o maior desde o mesmo mês no ano passado, quando a moeda brasileira subiu 6,21%. Na série histórica, desde 2020, a valorização é a quarta maior para meses de janeiro.
Em outros momentos históricos, o movimento da moeda foi de queda rápida. Em 2020, com a desvalorização mensal de março no período da pandemia, a queda foi a maior registrada até então, de -13,46%. Em junho de 2022, a moeda caiu -9,72%, em meio ao aperto monetário global. Em 2024, 2024, a moeda voltou a sofrer, com quedas de -5,71%.
Ranking do câmbio
O desempenho do Brasil ficou abaixo apenas do peso chileno, com uma valorização de 6,2%. O ranking também elenca moedas de economias desenvolvidas e emergentes relevantes, como a coroa norueguesa (5,77%), o dólar australiano (5,63%) e o rand sul-africano (5,34%).
Segundo a consultoria, o dado chama atenção pelo enfraquecimento amplo do dólar. Com base no levantamento, em 22 das 28 economias analisadas, a moeda americana foi desvalorizada. Em cinco, o dólar registrou alguma valorização e, em uma, se manteve estável.
Dentro do contexto internacional, os analistas destacam que o enfraquecimento do dólar não acontece de maneira homogênea; não há um motivo único para esse movimento. Para a consultoria, fatores domésticos são os principais determinantes para o desempenho relativo das moedas.
Confira o ranking:

Dólar hoje
Após fechar a quinta-feira em queda ante o real, abaixo dos R$5,20, o dólar voltou a subir nesta sexta-feira, impulsionado pelo anúncio de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. Ao longo da semana, a moeda americana passava por uma forte onda de desvalorização.
Às 11h14, o dólar à vista operava com alta de 0,58%, aos R$ 5,220 na venda. O dólar futuro para fevereiro – atualmente o mais negociado no Brasil – subia 0,63% na B3, aos R$ 5,229,50.
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