
O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (16), acompanhando a recuperação das bolsas Nova York, em meio a cautela nos mercados internacionais conforme a guerra no Oriente Médio entra na terceira semana, com uma série de reuniões de bancos centrais no foco, e com dados sobre a economia brasileira e balanços corporativos no radar. Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato para abril subia 1,19%, a 182.005 pontos.
O Federal Reserve, o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão estão entre os que realizarão suas primeiras reuniões de política monetária desde o início do conflito no Oriente Médio, oferecendo aos investidores uma ideia de como as autoridades veem o impacto da alta dos preços do petróleo sobre a inflação e o crescimento.
A situação no Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção dos investidores, e as exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma coalizão para ajudar a reabrir a via marítima parecem ter sido ignoradas nesta segunda-feira, uma vez que aliados como Japão e Austrália disseram que não planejavam enviar navios para escoltar embarcações pelo estreito.
Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato para abril subia 0,54%, a 182.185 pontos.

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Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (16)

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segunda
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A projeção do mercado para a inflação em 2026 voltou a subir no Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central do Brasil. A mediana das estimativas para o IPCA passou de 3,91% para 4,10%. Para o mesmo ano, os analistas também projetam câmbio a R$ 5,40, crescimento do PIB de 1,83% e taxa Selic de 12,25% ao ano.
O Banco Central também realiza sua reunião para decidir sobre a Selic nesta semana. A autoridade monetária divulga nesta segunda os dados de janeiro do seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), com expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,85%.
Entre as empresas, divulgam seus balanços no fim do dia Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3) e Sabesp (SBSP3).
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,55%, Nasdaq Futuro avançava 0,93% e o S&P 500 Futuro tinha valorização de 0,75%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — caía 1,22%, R$ 5,287.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com os investidores avaliando os elevados preços do petróleo e os últimos desdobramentos no conflito entre os EUA e o Irã.
Os preços do petróleo nos EUA ultrapassaram os US$ 100 por barril, enquanto o governo Trump avalia ataques militares à ilha de Kharg, em Teerã, um centro estrategicamente vital, frequentemente chamado de “linha de vida do petróleo” do Irã.
Os mercados europeus operam em alta, , apesar da instabilidade contínua no Oriente Médio e dos elevados preços globais do petróleo.
As atenções dos investidores também se voltam para as reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) nesta semana. No entanto, a escalada do conflito no Oriente Médio reduziu as expectativas de mudanças nas taxas de juros no curto prazo.
Os preços do petróleo subiram com o aumento dos riscos de abastecimento no Oriente Médio, após o segundo ataque em três dias a Fujairah, um porto vital nos Emirados Árabes Unidos, localizado próximo ao Estreito de Ormuz.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, após atingir a máxima em dois meses, com a flexibilização da proibição de importação de produtos da BHP pela estatal chinesa compradora.
(Com Reuters)
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