
PL deve liberar bancada em votação da proposta sobre fim da 6×1 no Senado, diz líder
BP vê margem de refino triplicar e atinge meta de endividamento, mas alerta para baixas contábeis
A BP estimou nesta terça-feira que suas margens de refino no terceiro trimestre triplicaram em relação ao ano passado, à medida que a guerra no Irã impulsiona os lucros das grandes petrolíferas, mas também sinalizou baixas contábeis entre US$3 bilhões e US$4,5 bilhões relacionadas ao segmento de gás e energia de baixo carbono. Esta é a segunda vez em um ano que a empresa britânica registra grandes baixas contábeis nos negócios de baixo carbono, após ter feito impairments de mais de US$4 bilhões relacionados a ativos de energia solar, biogás e eólica offshore. A BP se recusou a fornecer detalhes sobre as últimas baixas contábeis. As baixas contábeis nos negócios de transição da BP ao longo do último ano somaram cerca de US$10 bilhões, ou aproximadamente 10% do patrimônio líquido da companhia antes da pandemia da Covid no início desta década, o que “demonstra os danos causados pelas aventuras anteriores da BP”, afirmaram analistas do RBC em uma nota, referindo-se à incursão no setor de energia renovável que o grupo abandonou no ano passado. (Reuters)
Focus: projeções para o câmbio caem para 2026, 2027 e 2029
- Dólar para 2026: R$ 5,15 (de R$ 5,20)
- Dólar para 2027: R$ 5,26 (de R$ 5,28)
- Dólar para 2028: R$ 5,30 (sem mudanças)
- Dólar para 2029: R$ 5,30 (de R$ 5,33)
Focus: projeção para o PIB de 2028 sobe
- PIB para 2026: 1,85% (sem mudanças)
- PIB para 2027: 1,40% (sem alterações)
- PIB para 2028: 1,83% (de 1,81%)
- PIB para 2029: 2,00% (sem mudanças)
Focus: projeção para a Selic cai para 13,25% para este ano
- Selic para 2026: 13,25% de 13,50%
- Selic para 2027: 12% (sem alterações)
- Selic para 2028: 10,50% (sem mudanças)
- Selic para 2029: 10% (sem alterações)
Focus: projeção para o IPCA sobe para 5,22% para este ano
- IPCA para 2026: 5,22% de 5,01%
- IPCA para 2027: 4,30% (sem mudanças)
- IPCA para 2028: 3,79% de 3,80%
- IPCA para 2029: 3,50% de 3,51%
FMI: desaceleração da IA e alta nos yields são riscos iminentes para mercados globais
O risco da forte queda nos mercados financeiros, bem como um aumento repentino nos rendimentos dos títulos soberanos ou um grande ataque cibernético, estavam entre os “catalisadores plausíveis no curto prazo”.
FMI corta projeções de crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou as projeções de crescimento da economia brasileira neste ano e no próximo, mantendo a perspectiva de desaceleração da atividade em 2027 atribuída ao efeito de condições monetárias restritivas, redução do estímulo fiscal e incertezas globais. Em seu mais recente relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira em Bangcoc, o FMI previu que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027, abaixo das altas de 2,4% e 2,2% respectivamente previstas em uma revisão para cima das estimativas feita em julho. O FMI reduziu agora as previsões de crescimento para a América Latina e o Caribe como um todo, afirmando que a maior parte da região está se beneficiando pouco do boom da inteligência artificial, que tem ajudado outras economias a absorver o choque energético causado pela guerra no Oriente Médio. O Fundo projetou um crescimento regional de 2,3% neste ano, ante 2,4% estimados antes. Para 2027, a estimativa foi reduzida de 2,7% para 2,5%. As revisões para baixo na região ocorrem mesmo com o Fundo tendo elevado ligeiramente sua previsão de crescimento mundial para este ano de 3,0% para 3,1%. “Na região (da América Latina e Caribe) como um todo, a implicação macroeconômica do choque de energia reflete o equilíbrio entre os ganhos dos exportadores de commodities e as perdas dos importadores de energia, bem como a credibilidade dos regimes de metas de inflação. Em contrapartida, há pouca compensação proveniente da recuperação do setor de tecnologia na maioria dos países”, disse o FMI no relatório.
Barris de petróleo recuam após alta no dia anterior
Os preços do petróleo operavam em queda nesta terça-feira, após avançarem quase US$ 2 por barril na sessão anterior. Os investidores avaliavam os riscos para a oferta causados pelos ataques à Arábia Saudita, ao mesmo tempo em que ponderavam a perspectiva de aumento das exportações de diesel pela Rússia. Os contratos futuros do Brent, referência internacional do petróleo, para entrega em dezembro caiam cerca de 1%.
- Petróleo WTI, -2,12%, a US$ 91,75 o barril
- Petróleo Brent, -1,91%, a US$ 104,91 o barril
Mercados da Ásia encerram dia de forma mista
Na Ásia, os mercados encerraram a sessão desta sexta-feira sem direção única. O índice Nikkei 225, do Japão, ficou praticamente estável, enquanto o CSI 300, da China continental, avançou 0,16%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,64%. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng registrava ganho de 1,4% na última hora de negociação, acompanhando a melhora do apetite por risco nos mercados globais.
- ASX 200 (Austrália): +0,01%
- Nikkei (Japão): -1,82%
- Nifty 50 (Índia): +1,03%
- Hang Seng (Hong Kong): +0,30%
- Shanghai Composite (China): +0,10%
Bolsas da Europa têm leves ganhos
As ações europeias atingiam a maior alta da semana nesta terça-feira, à medida que os preços mais baixos do petróleo e a queda nos rendimentos dos títulos estimularam o apetite dos investidores, embora os resultados decepcionantes da LVMH, empresa-referência no setor de luxo, tenham pressionado o setor.
- STOXX 600: +0,38%
- DAX (Alemanha): +0,30%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,62%
- CAC 40 (França): +0,09%
- FTSE MIB (Itália): +0,27%
EUA: índices futuros operam mistos com liquidação de ações de fabricantes de chips
Os futuros de Nova York operam mistos acompanhando movimento iniciado na sessão de segunda (12) de liquidação de ações de fabricantes de chips. Além disso, mercados se preparam para início da temporada de resultados, com divulgações de grandes bancos, como JPMorgan e Goldman Sachs. A forte queda das ações das gigantes de memória Samsung Electronics e SK Hynix levou o principal índice de ações da Ásia ao menor nível desde agosto. Uma parte fundamental da tese de investimento em inteligência artificial está sendo questionada, à medida que investidores reavaliam se o ritmo dos aportes na tecnologia pode ser sustentado em um contexto de crescentes preocupações com segurança e sinais de restrição no financiamento.
- Dow Jones Futuro: +0,07%
- S&P 500 Futuro: -0,13%
- Nasdaq Futuro: -0,61%
Abertura de mercados
Uma nova pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial e as preocupações com o setor de inteligência artificial devem dar o tom aos mercados nesta terça-feira. Na cena local, pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno da eleição, realizado em 4 de outubro. O resultado é um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, em simulação de segundo turno entre ambos, Flávio tinha 44% e Lula aparecia com 46%. Flávio terminou à frente no primeiro turno com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. O resultado da primeira rodada de votação levou o Ibovespa a máximas recordes e a uma queda na cotação do dólar ante o real, assim como uma redução dos juros futuros, já que agentes do mercado financeiro veem uma possibilidade maior de um ajuste fiscal em um eventual governo Flávio Bolsonaro, embora o senador ainda não tenha delineado um plano concreto de controle das contas públicas. No exterior, preocupações com a IA impactaram nas ações de empresas do setor e pesaram sobre importantes índices acionários da Ásia. Relatos de avanços da fabricante chinesa de chips de memória CXMT alimentaram preocupações sobre o aumento da concorrência por parte de empresas chinesas do setor de IA, enquanto o presidente-executivo da Broadcom, Hock Tan, comparou parte do fluxo de capital para o setor de IA em geral a “apostas em cassinos”. Os investidores surfaram a onda da IA nos últimos quatro anos, à medida que gastos vultosos impulsionavam os lucros corporativos e o crescimento econômico, embora preocupações com riscos de concentração e com a rapidez do retorno sobre o investimento tenham pesado no cenário. (Reuters)
Flávio Bolsonaro tem 48% e Lula 45% das intenções de voto no 2º turno, mostra BTG/Nexus
O senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu a liderança das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após levantamentos anteriores apontarem empate técnico entre os dois candidatos, mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira. De acordo com a 17ª rodada da pesquisa, Flávio soma agora 48% das intenções de voto, ante 44% na sondagem anterior, enquanto Lula aparece com 45%, ante 46% na pesquisa precedente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Na rodada anterior, os dois candidatos apareciam em situação de empate técnico. O percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu para 5%, de 8% na pesquisa anterior. Flávio venceu o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 10 e 12 de outubro.
Vendas do varejo sobem 6,3% no 3º tri, diz Stone
As vendas do comércio brasileiro encerraram o terceiro trimestre com alta de 6,3%, na comparação anual, segundo pesquisa da empresa de meios de pagamento e banco digital Stone divulgada nesta terça-feira. Ante o segundo trimestre, o Índice do Varejo Stone (IVS) mostrou alta de 1,6% do comércio no período de julho a setembro, mês em que as vendas caíram 0,3% ante agosto mas cresceram 5,4% sobre um ano antes. “A principal leitura é que a renda continua sustentando o consumo, especialmente nos segmentos mais ligados às necessidades do dia a dia, enquanto as condições de crédito seguem limitando os setores mais dependentes de financiamento”, disse o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, em comunicado da empresa à imprensa. O levantamento indica que no acumulado dos nove primeiros meses do ano, o comércio brasileiro teve crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025. Em setembro comparado com o mesmo mês de 2025, cinco dos oito segmentos do varejo analisados tiveram vendas maiores, com a maior ocorrendo em Combustíveis e Lubrificantes (13,4%).
DIs: juros futuros fecharam ontem com quedas por toda a curva
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 13,439 | -0,012 |
| DI1F28 | 12,520 | -0,040 |
| DI1F29 | 12,220 | -0,100 |
| DI1F31 | 12,245 | -0,175 |
| DI1F32 | 12,310 | -0,185 |
| DI1F33 | 12,350 | -0,205 |
| DI1F34 | 12,375 | -0,200 |
| DI1F35 | 12,365 | -0,205 |
Dólar comercial terminou a sexta-feira com baixa de 0,78%
O dólar comercial voltou a cair diante ao real, depois de duas altas consecutivas. O movimento foi na direção contrária da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,11%, aos 102,25 pontos. Câmbio encerrou semana com baixa de 4,44%.
- Venda: R$ 4,985
- Compra: R$ 4,984
- Mínima: R$ 4,976
- Máxima: R$ 5,009
Maiores baixas, altas e mais negociadas de sexta-feira
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| VIVT3 | -5,25 | 30,35 |
| TIMS3 | -4,18 | 18,10 |
| AURE3 | -2,93 | 15,59 |
| CXSE3 | -2,48 | 20,87 |
| KLBN11 | -2,00 | 18,13 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| MRVE3 | 21,62 | 7,82 |
| MGLU3 | 19,22 | 12,22 |
| LREN3 | 11,56 | 15,06 |
| CURY3 | 9,66 | 34,52 |
| COGN3 | 8,53 | 3,18 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| PETR4 | 91.482 | 0,94 |
| BBDC4 | 91.440 | 0,46 |
| LREN3 | 76.868 | 11,56 |
| MGLU3 | 74.726 | 19,22 |
| ITUB4 | 71.582 | 2,27 |
Ibovespa terminou sexta-feira (9) com alta de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, maior patamar de fechamento da história
- Máxima: 209.713,45 (máxima histórica)
- Mínima: 206.237,55
- Diferença para a abertura: +2.846,66 pontos
- Volume: R$ 56,50 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (5): +7,70%
- Terça-feira (6): -0,52%
- Quarta-feira (7): -0,74%
- Quinta-feira (8): +0,94%
- Sexta-feira (9): +1,38%
- Semana: +8,82%
- Outubro: +12,20%
- 4T26: +12,20%
- 2026: +29,75%
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