Ibovespa Futuro sobe com repercussão de ação na Venezuela antes de dados dos EUA

Painel eletrônico na B3

O Ibovespa futuro opera em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (5), com investidores acompanhando as potenciais repercussões da captura pelos Estados Unidos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e novos riscos geopolítcos pairam sobre os mercados, enquanto investidores aguardam ainda uma série de dados sobre a economia norte-americana. Às 9h02, o contrato para fevereiro subia 0,22%, a 163.075 pontos.

Após os eventos dramáticos na Venezuela no fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava colocando o país sob controle temporário norte-americano e que pode ordenar outro ataque caso a Venezuela não coopere com a tentativa dos EUA de abrir sua indústria de petróleo e interromper o tráfico de drogas. Ele também ameaçou ação militar na Colômbia e no México.

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Os preços do petróleo oscilavam, já que a decisão da Opep+ de manter a produção foi compensada pela preocupação com possíveis abalos ao mercado devido aos acontecimentos na Venezuela.

Ao mesmo tempo, investidores aguardam a divulgação de uma série de dados econômicos dos EUA nesta semana, começando com os números do ISM para o setor industrial nesta segunda-feira e culminando com o relatório mensal de emprego fora do setor agrícola na sexta. Eles serão fundamentais para moldar as expectativas para a política monetária.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,07%, Nasdaq Futuro avançava 0,32% e o S&P 500 Futuro tinha alta de 0,73%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar à vista subia 0,09%, a R$ 5,428 na venda. O dólar futuro opera com alta de 0,16%, a R$ 5,464.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, após os EUA anunciarem um ataque à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro no fim de semana.

O índice Nikkei, do Japão, subiu quase 3%, enquanto o Topix avançou 2,12% e renovou recorde histórico. O destaque ficou para ações do setor de defesa, com a IHI Corp saltando quase 10%, a Mitsubishi Heavy Industries avançando 9,17% e a Kawasaki Heavy Industries subindo 6,89%.

Já o o índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 3,15% e renovou recorde histórico, aos 4.448,52 pontos, enquanto o Kosdaq subiu 1,11%. O destaque ficou para a Samsung, com alta superior a 7% após anúncio de expansão de dispositivos com IA, e para ações do setor de defesa, como Hanwha Aerospace (+6%) e Poongsan (+2%).

Os preços do petróleo operam em baixa, à medida que os investidores avaliavam as consequências da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas sobre o fornecimento global de petróleo.

A OPEP+ manteve a produção inalterada no domingo, após uma reunião rápida que evitou discussões sobre as crises políticas que afetam vários dos membros do grupo de produtores.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionadas pela forte demanda chinesa e pelas contínuas restrições de oferta.

(Com Reuters)

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