
Ibovespa hoje
- Semana começa com foco em pesquisas eleitorais e alta no exterior impulsionada pela IA.
- Lula e Flávio continuam em empate técnico no 2º turno, mostra BTG/Nexus.
- Petróleo tem nova baixa com expectativas de diplomacia EUA-Irã e exportações sauditas.
- Day trade hoje: confira o que esperar de mini dólar e mini-índice.
Confira as últimas dos mercados
Ibovespa sob pressão, Bitcoin em alta: os níveis que podem decidir a semana
Irã ameaça alterar a ‘geografia da guerra’ se for alvo de novo ataque
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou realizar “mudanças significativas” na forma como lida com a guerra se for alvo de novos ataques. Em mensagem enviada via Telegram nesta segunda-feira, o braço armado do regime alertou que, caso haja uma nova ofensiva, “os objetivos não serão necessariamente os mesmos de antes”. “Essas mudanças envolverão a geografia da guerra e as armas e equipamentos de combate; levaremos para o campo de batalha novas armas com capacidades inéditas, e o mundo ficará surpreso”, disse a Guarda Revolucionária, que acrescentou que considera atacar novos alvos. Em outra nota, a Guarda Revolucionária defendeu a relação “de boa vizinhança” com os países da região, mas criticou a cessão de bases para os Estados Unidos. “É claro que estamos ressentidos com os países vizinhos sobre o motivo de cederem suas bases a um país que está a milhares de quilômetros de distância e que deseja garantir seus próprios interesses aqui”, diz o comunicado. “Acreditamos que os próprios vizinhos chegaram à conclusão de que essas bases não lhes trazem qualquer benefício ou segurança; pelo contrário, geram insegurança.”
Em discurso na ONU, Lula falará sobre risco de interferência externa na eleição e defenderá soberania
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva interromperá por 48 horas sua campanha eleitoral nesta semana para fazer o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta segunda-feira, mas mandará recados que irão falar diretamente à eleição brasileira. Apesar de centrar seu discurso em temas internacionais, Lula também incluirá na sua fala a defesa da soberania do país e uma condenação às tentativas de interferência externa no pleito brasileiro, de acordo com um de seus assessores próximos. Lula será seguido na tribuna da ONU pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que no ano passado impôs tarifas a produtos brasileiros alegando ser uma resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O discurso, segundo essa fonte, não terá menções diretas a países ou autoridades, mas não deixará de abordar um dos temas que mais tem preocupado a campanha petista: uma possível intromissão norte-americana em favor do principal candidato de oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O recado será dado de forma “polida, mas firme”, afirmou a fonte.
Focus: projeção para o câmbio continua em R$ 5,20
- Dólar para 2026: R$ 5,20 (sem mudanças)
- Dólar para 2027: R$ 5,28 (sem alterações)
- Dólar para 2028: R$ 5,30 (sem mudanças)
- Dólar para 2029: R$ 5,36 (sem alterações)
Focus: projeções para o PIB caem para 2026 e 2027
- PIB para 2026: 1,88% (1,89%)
- PIB para 2027: 1,43% (1,45%)
- PIB para 2028: 1,87% (sem mudanças)
- PIB para 2029: 2,00% (sem alterações)
Focus: projeção para a Selic cai para 13,50% para 2026
- Selic para 2026: 13,50% de 13,75%
- Selic para 2027: 12% (sem mudanças)
- Selic para 2028: 10,50% (sem alterações)
- Selic para 2029: 10% (sem mudanças)
Focus: projeção para o IPCA sobe para 2026
- IPCA para 2026: 4,92% de 4,90%
- IPCA para 2027: 4,30% (sem mudanças)
- IPCA para 2028: 3,80% (sem alterações)
- IPCA para 2029: 3,50% (sem mudanças)
Bolsa Família, MEI, Monjaro e bets: as apostas de Lula na reta final das campanha
Governo acelera medidas de forte alcance popular enquanto pesquisas mostram disputa apertada com Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Poucas embarcações passam pelo Estreito de Ormuz enquanto conflito no Oriente Médio persiste
Um total de 17 navios de carga transitaram pelo Estreito de Ormuz no fim de semana, uma queda em relação aos 37 da semana anterior, segundo dados de navegação divulgados nesta segunda-feira, enquanto a tensão no Golfo persiste com os EUA e o Irã em impasse. O tráfego visível pelo estreito — que, antes da guerra, era a via de passagem para um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — reduziu-se a um fluxo mínimo. No entanto, os produtores do Oriente Médio continuam a exportar petróleo em petroleiros que navegam com seus transponders desligados. Entre os navios rastreáveis, cinco embarcações saíram do estreito no domingo, enquanto outros dois petroleiros de pequeno porte entraram no Golfo, segundo dados provisórios da empresa de análise Kpler. As embarcações que saíram foram o superpetroleiro Pinios, dois petroleiros transportando produtos refinados de petróleo e dois navios vazios para granéis e gás.
Barris de petróleo recuam e minério de ferro tem leve alta
Os preços do petróleo operam em baixa, enquanto os investidores aguardam uma recuperação nas remessas da Arábia Saudita, mesmo após os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra o país com mísseis e drones no sábado. As cotações do minério de ferro na China fecharam ligeiramente em alta, impulsionadas pela expectativa de que as siderúrgicas chinesas aumentem as compras de matéria-prima antes do feriado da Semana Dourada, embora os ganhos tenham sido limitados pelo aumento dos estoques portuários.
- Petróleo WTI, -3,13%, a US$ 97,16 o barril
- Petróleo Brent, -3,28%, a US$ 100,46 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,14%, a 715,00 iuanes (US$ 106,75)
Mercados da Ásia fecham dia em alta
As ações da China e de Hong Kong subiram nesta segunda-feira, impulsionadas pelos setores de tecnologia e imobiliário, com os investidores esperando que os EUA e a China prorrogassem a trégua comercial quando os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se reunirem nesta semana. As expectativas do mercado em relação à reunião são moderadas, mas o foco principal é se os líderes darão sinais de uma prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado.
- Shanghai SE (China), +0,97%
- Nikkei (Japão): +1,38%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +1,18%
- Nifty 50 (Índia): +0,38%
- ASX 200 (Austrália): +0,01%
Bolsas da Europa avançam com alta do setor de tecnologia
Uma alta das ações do setor de tecnologia impulsiona as bolsas europeias nesta segunda-feira, enquanto a quarta sessão consecutiva de quedas nos preços do petróleo acalmava os ânimos dos investidores e fortalecia o apetite pelo risco. Esses movimentos marcam um início tranquilo de semana, com os investidores avaliando se a retração do petróleo bruto pode amenizar as pressões inflacionárias após o Banco Central Europeu ter elevado as taxas de juros no início deste mês. As economias europeias são vulneráveis a um aumento nos preços do petróleo devido à sua forte dependência das importações de combustível. “Apesar dos ventos contrários persistentes e da inflação acima da meta, nossa opinião é que o crescimento econômico deve se acelerar no segundo semestre do ano, com as perspectivas na Europa mais sólidas do que as expectativas do consenso”, escreveu Christian Schulz, economista-chefe da Allianz Global Investors.
- STOXX 600: +1,09%
- DAX (Alemanha): +1,14%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,92%
- CAC 40 (França): +0,95%
- FTSE MIB (Itália): +1,25%
EUA: índices futuros avançam com petróleo em queda
Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (21), apoiados pela queda dos preços do petróleo e pelo maior otimismo dos investidores em torno da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. A semana promete ser agitada para a diplomacia, com o presidente dos EUA, Donald Trump, participando da Assembleia Geral das Nações Unidas, antes de um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, na quinta-feira. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, concluíram as negociações em Nova York no domingo, com a parte americana propondo um novo mecanismo de notificação de segurança para inteligência artificial .
- Dow Jones Futuro: +0,83%
- S&P 500 Futuro: +0,72%
- Nasdaq Futuro: +1,13%
Lula e Flávio continuam em empate técnico no 2º turno, mostra BTG/Nexus
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial de outubro e seguiu numericamente à frente no segundo turno por um ponto percentual, embora ambos permaneçam em empate técnico, mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira. De acordo com a 15ª rodada da pesquisa, Lula soma agora 40% das intenções de voto no primeiro turno, ante 42% na pesquisa anterior, ao passo que Flávio permaneceu com 37%. O cenário de segundo turno continuou mostrando empate técnico, com Lula recuando para 46%, ante 47% na pesquisa anterior, enquanto Flávio também perdeu um ponto percentual e registrou 45% das intenções de voto. O Nexus ouviu 2.006 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Abertura de mercados
Pesquisas sobre a eleição presidencial do mês que vem devem ocupar o foco dos investidores nesta segunda-feira, dia marcado no exterior por alta de índices de ações impulsionada pelo otimismo com a inteligência artificial e pela queda nos preços internacionais do petróleo, alicerçada em relatos de maior fluxo da commodity saindo do Golfo Pérsico apesar do conflito em andamento no Irã. Na cena local, pesquisa BTG/Nexus mostrou manutenção do cenário de um possível segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com um empate técnico entre ambos e o petista numericamente à frente, com 46% das intenções de voto contra 45% do rival. Ainda nesta segunda, é esperada uma nova pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral. No exterior, as ações subiam graças ao setor de tecnologia, beneficiado pela expansão na demanda por IA, enquanto os mercados de títulos também eram destaque graças a quedas nos preços do petróleo, após dados da empresa de análise Kpler mostrarem que as exportações de petróleo da Arábia Saudita se recuperaram para pouco mais de 4 milhões de barris por dia (bpd) até agora em setembro, após caírem para 2,4 milhões de bpd em agosto — o nível mais baixo desde pelo menos 2013. Na cena geopolítica, a semana também será marcada pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde Lula também discursará, e por um encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, na quinta-feira. (Reuters)
Principais índices em Nova York fecharam a sexta e a semana passada de forma mista
Investidores em Wall Street ajustaram posições depois da forte baixa resultante da primeira alta de juros em três anos promovida pela Federal Reserve, na quarta-feira (16), e depois do rali de ontem, em recuperação das ações de tecnologia, com o mercado projetando um futuro que as ações de Inteligência Artificial continuem a promover impulsionando os luros. “Em algum momento, todos os ciclos terminam”, disse à CNBC Brian Levitt, estrategista-chefe de mercado global da Invesco. “Este, em particular, não acho que terminará com o aumento da taxa de juros do Fed tão cedo, ou com a alta dos preços do petróleo. Ele terminará quando algo quebrar no setor de IA, quando, novamente, um hiperescalador reduzir seus investimentos, ou quando o mercado considerar o volume de investimentos excessivo em comparação com o retorno esperado sobre o capital investido. Mas esse não é o cenário atual”.
| Dia (%) | Semana (%) | |
| Dow Jones | -0,19 | -1,70 |
| S&P 500 | +0,16 | -0,18 |
| Nasdaq | +0,40 | +0,72% |
DIs: juros futuros fecharam a sexta-feira mistos
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 13,555 | 0,000 |
| DI1F28 | 13,630 | 0,025 |
| DI1F29 | 13,840 | 0,020 |
| DI1F31 | 14,020 | -0,020 |
| DI1F32 | 14,095 | -0,025 |
| DI1F33 | 14,130 | -0,035 |
| DI1F34 | 14,145 | -0,025 |
| DI1F35 | 14,135 | -0,040 |
Dólar comercial terminou sexta-feira com alta de 0,11%
O dólar comercial voltou a subir diante ao real, após duas quedas seguidas. O movimento foi na direção contrária da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com menos 0,04%, aos 100,20 pontos. Câmbio terminou a semana com alta de 0,39%.
- Venda: R$ 5,144
- Compra: R$ 5,143
- Mínima: R$ 5,122
- Máxima: R$ 5,166
Maiores baixas, altas e mais negociadas de sexta-feira
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| CSNA3 | -6,40 | 5,85 |
| CMIN3 | -4,88 | 5,46 |
| MRVE3 | -3,68 | 5,23 |
| SANB11 | -3,47 | 29,47 |
| AZZA3 | -3,44 | 14,30 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| BEEF3 | 4,46 | 3,98 |
| CYRE3 | 3,86 | 26,67 |
| MULT3 | 3,48 | 30,65 |
| AURE3 | 3,43 | 12,35 |
| VAMO3 | 2,99 | 3,45 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| AXIA3 | 38.078 | -2,89 |
| BBAS3 | 36.350 | 1,84 |
| B3SA3 | 36.253 | -0,06 |
| SBSP3 | 32.880 | 1,04 |
| ABEV3 | 32.166 | -1,09 |
Ibovespa terminou a sexta-feira (18) com baixa de 0,41%, aos 185.229,17 pontos
- Máxima: 185.991,47
- Mínima: 184.460,91
- Diferença para a abertura: -762,86 pontos
- Volume: R$ 38,50 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (14): -0,91%
- Terça-feira (15): +0,54%
- Quarta-feira (16): -0,51%
- Quinta-feira (17): +0,24%
- Sexta-feira (18): -0,41%
- Semana: -1,06%
- Setembro: +4,40%
- 3T26: +7,68%
- 2026: +14,96%
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