
Ibovespa hoje
- Março termina com foco na guerra no Oriente Médio; dados fiscais e de emprego e reunião ministerial estão no radar.
- Trump está disposto a encerrar guerra mesmo sem reabertura de Ormuz, diz WSJ.
- Day trade hoje: confira o que esperar de mini dólar e mini-índice.
Confira as últimas dos mercados
Governo detalha bloqueio de R$ 1,6 bi no Orçamento de 2026; veja pastas mais afetadas
Dólar registra alta mensal ao servir de porto seguro em meio à guerra
O dólar atingia seu maior ganho mensal desde julho nesta terça-feira e se destacou como o mais forte ativo de refúgio, já que a guerra no Oriente Médio fez com que os preços do petróleo subissem e quase todo o resto afundasse, aumentando o risco de recessão global. As moedas dos mercados desenvolvidos ficavam praticamente estáveis durante o dia, com o iene japonês inalterado em 159,62 por dólar, o euro estável em US$1,1472 e a libra se valorizando 0,14% em US$1,3202. Mas ainda assim, todas as três divisas registravam quedas de mais de 2% em março. Para o euro e a libra, essa é a maior queda desde julho, e para o iene, desde outubro. O dólar tem sido sustentado pelo status dos EUA como exportador de energia e pela fuga dos investidores para a divisa durante o último mês de conflito. As últimas notícias sobre a guerra, incluindo uma reportagem do Wall Street Journal de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava disposto a encerrar os ataques contra o Irã sem forçar a abertura do Estreito de Ormuz, pouco contribuíram para o mercado de câmbio na terça-feira, mas ressaltaram seus movimentos mensais. (Reuters)
China: bolsa de Xangai cai 6,5% em março e registra pior mês em mais de quatro anos
Já o Hang Seng caiu 6,9%, o pior mês desde janeiro de 2024.
Setor industrial da China tem crescimento mais rápido em um ano, enquanto riscos da guerra aumentam
A atividade industrial da China cresceu em março no ritmo mais rápido em um ano, sustentada pela melhora da demanda, mostrou uma pesquisa oficial nesta terça-feira, um alívio bem-vindo para uma economia que luta contra as tensões da cadeia de suprimentos global e a volatilidade do mercado de energia. A leitura mais forte alivia a pressão sobre os formuladores de políticas, embora a durabilidade desse crescimento esteja em dúvida, uma vez que o aumento dos preços da energia, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, e o aumento dos riscos de crescimento representam novos ventos contrários para os fabricantes que dependem das exportações e operam com margens reduzidas. “As perspectivas para o segundo trimestre não são claras neste momento, dado o impacto negativo dos altos preços da energia”, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management. “O mercado está cada vez mais preocupado com o risco de desaceleração do crescimento global e com a interrupção da cadeia de suprimentos.” O índice oficial de gerentes de compras (PMI) do setor industrial subiu para 50,4 em março, ante 49,0 em fevereiro, acima do limite de 50 e atingindo o ponto mais alto em 12 meses, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado superou a previsão dos analistas de uma leitura de 50,1 em uma pesquisa da Reuters.
EUA atacam cidade com instalação nuclear do Irã; drone atinge petroleiro do Kuwait
Explosões foram ouvidas em Jerusalém, após o governo de Israel alertar para a chegada de uma barragem de mísseis iranianos.
Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após advertências de Trump
Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai na terça-feira, apesar da ameaça do presidente Donald Trump de que os EUA destruiriam as usinas de energia do Irã se o país não aceitar um acordo de paz e abrir o Estreito de Ormuz. Autoridades de Dubai disseram que o incêndio no Al-Salmi, de bandeira do Kuweit, foi controlado após um ataque de drones, sem vazamento de óleo e sem ferimentos na tripulação. A Kuweit Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o casco da embarcação foi danificado. O ataque foi o mais recente contra navios mercantes no estreito, uma hidrovia vital, desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. Dados da LSEG mostraram que o navio estava indo para Qingdao, na China, e transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800.000 barris de petróleo kuweitiano, de acordo com o serviço de monitoramento TankerTrackers.com.
Gol reduz prejuízo em 73%, para R$ 1,40 bi no 4º trimestre
A receita líquida do grupo cresceu 10,5% para R$ 6,10 bilhões, com crescimento de quase 12% no transporte de passageiros.
Crise do setor de energias renováveis do Brasil se agrava com demissões em grandes geradoras
Grandes geradoras de energia renovável estão enxugando operações no Brasil e realizando demissões em meio à piora das condições no setor com os cortes de geração impostos às usinas eólicas e solares, um problema sem solução concreta à vista e que está inviabilizando financeiramente tanto negócios atuais quanto novos investimentos, disseram empresas à Reuters. Entre as companhias que decidiram fazer ajustes no mercado brasileiro de energia, estão a Atlas Renewable Energy, controlada pelo Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock; a Newave Energia, plataforma que tem a Gerdau como acionista; e a francesa Voltalia. As empresas não revelam números exatos de demissões, mas admitem que estão redimensionando suas operações com foco na sustentabilidade dos negócios. Isso marca um agravamento da crise enfrentada no Brasil pelos setores eólico e solar, que se tornaram pilares da matriz elétrica nos últimos anos, ajudando o país a consumir mais energia limpa e se proteger de problemas no fornecimento quando a oferta de combustíveis fósseis usados na geração de energia é afetada por choques externos, como a atual guerra no Irã. (Reuters)
Cenário que sustenta ânimo com Bolsa brasileira não mudou, só perdeu força, diz Ágora
Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o saldo estrangeiro na B3 permanece positivo, destacam estrategistas da casa.
Barris de petróleo sobem e minério de ferro recua
Os preços do petróleo avançam em mais uma sessão volátil, enquanto investidores avaliam as declarações atribuídas ao presidente Donald Trump sobre o fim da guerra no Irã. Trump disse a seus assessores que estava disposto a encerrar as operações americanas contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado, já que forçar Teerã a reabrir o ponto de estrangulamento do petróleo poderia prolongar o conflito, informou o The Wall Street Journal na noite de segunda-feira nos Estados Unidos.
- Petróleo WTI, +1,90%, a US$ 104,83 o barril
- Petróleo Brent, +2,11%, a US$ 115,16 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,80%, a 808 iuanes (US$ 116,90)
Bolsas da Europa operam com ganhos
As ações europeias apresentaram volatilidade nas negociações iniciais desta terça-feira e caminhavam para encerrar seu pior desempenho mensal em seis anos, em meio à persistente incerteza sobre os desdobramentos da guerra com o Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 subia levemente, a +0,3%, no último dia do que se encaminha para ser o pior mês de negociações europeias desde 2020.
- STOXX 600: +0,44%
- DAX (Alemanha): +0,42%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,46%
- CAC 40 (França): +0,27%
- FTSE MIB (Itália): +0,32%
Bolsas da Ásia fecham dia na maioria em queda
Os mercados da Ásia-Pacífico caíram em sua maioria nesta terça-feira, enquanto os preços do petróleo tiveram um comportamento volátil após uma reportagem afirmar que o presidente dos EUA, Donald Trump, busca evitar um conflito prolongado no Oriente Médio. As ações da China encerraram em queda no último dia de negociação de março e registraram sua pior perda mensal desde o início de 2022, já que os dados positivos do setor industrial não conseguiram diminuir a cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio.
- Shanghai SE (China), -0,80%
- Nikkei (Japão): -1,58%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +0,15%
- Nifty 50 (Índia): -2,41%
- ASX 200 (Austrália): +0,25%
EUA: índices futuros avançam
Os futuros de índices de ações em Nova York subiram e o petróleo apagou os ganhos depois que o Wall Street Journal noticiou que o presidente Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar dos EUA contra o Irã mesmo que o Estreito de Hormuz permaneça em grande parte fechado. Nos últimos dias, Trump e seus assessores avaliaram que uma missão para forçar a reabertura do Estreito de Hormuz prolongaria o conflito para além de seu cronograma de quatro a seis semanas, segundo informou o Wall Street Journal, citando autoridades do governo que não foram nomeadas.
- Dow Jones Futuro: +0,71%
- S&P 500 Futuro: +0,66%
- Nasdaq Futuro: +0,54%
Abertura de mercados
Março chega ao fim nesta terça-feira com os investidores ainda voltados aos desdobramentos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que deve levar o preço do barril de petróleo a uma alta mensal recorde ao fim da sessão, enquanto na cena local dados fiscais e de emprego, assim como uma reunião ministerial em Brasília devem estar no radar dos agentes. Índices de ações da Europa operavam em alta nesta manhã após uma reportagem do Wall Street Journal que apontou que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria dito a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, ainda amplamente fechado. Ainda assim, as ações europeias se encaminham para seu pior mês desde 2022 após um março dominado pela guerra no Oriente Médio e pelos impactos da elevação decorrente do petróleo. No Brasil, o Banco Central divulga às 8h30 o resultado primário de fevereiro e, ainda pela manhã, às 9h, o IBGE anuncia os preços ao produtor do mesmo mês. Pela tarde, as atenções devem se voltar para os dados de emprego do Caged, às 14h. (Reuters)
Principais índices em Nova York fecharam ontem de forma mista
Investidores em Wall Street tentaram colocar na balança as novidades desencontradas da guerra do Irã, mas viram as referências do petróleo em alta e acima dos US$ 100. “Os investidores já se acostumaram com essa nova anomalia: os mercados tendem a ter um desempenho ruim às quintas e sextas-feiras, e um bom desempenho às segundas e terças-feiras”, disse à CNBC David Wagner, chefe de ações da Aptus Capital Advisors. “É como se estivessem se preparando para más notícias, indo para o fim de semana para se protegerem, então assumem alguns riscos e, no início da semana, tendem a voltar a investir pesado. Parece que parte dessa aversão ao risco está acontecendo um pouco mais cedo do que nas últimas semanas”, concluiu.
| Dia (%) | Pontos | |
| Dow Jones | 0,11 | 45.216,66 |
| S&P 500 | -0,39 | 6.343,80 |
| Nasdaq | -0,73 | 20.794,64 |
DIs: juros futuros terminaram ontem com baixas por toda a curva
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 14,285 | -0,110 |
| DI1F28 | 14,090 | -0,110 |
| DI1F29 | 14,025 | -0,090 |
| DI1F31 | 14,095 | -0,055 |
| DI1F32 | 14,135 | -0,050 |
| DI1F33 | 14,140 | -0,050 |
| DI1F34 | 14,130 | -0,050 |
| DI1F35 | 14,115 | -0,030 |
Dólar comercial fechou ontem com alta de 0,12%
O dólar comercial volta a subir diante do real, após a baixa de sexta-feira (27), continuando a alternância dos últimos dias. O movimento vai na mesma direção da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com mais 0,38%, aos 100,53 pontos.
- Venda: R$ 5,248
- Compra: R$ 5,247
- Mínima: R$ 5,224
- Máxima: R$ 5,267
Maiores baixas, altas e mais negociadas de ontem
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| LREN3 | -4,70 | 14,19 |
| CEAB3 | -4,33 | 11,48 |
| VAMO3 | -3,71 | 3,63 |
| VIVA3 | -2,14 | 25,20 |
| BBAS3 | -1,15 | 22,40 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| YDUQ3 | 3,76 | 11,59 |
| WEGE3 | 3,46 | 49,05 |
| BRAV3 | 2,97 | 20,14 |
| RECV3 | 2,72 | 13,95 |
| CYRE4 | 2,72 | 24,14 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| PETR4 | 75.157 | 0,53 |
| ITUB4 | 42.977 | 0,36 |
| BBDC4 | 42.472 | -0,27 |
| B3SA3 | 38.893 | -0,99 |
| PRIO3 | 35.419 | 1,81 |
Ibovespa terminou com alta de 0,53%, aos 182.514,20 pontos
- Máxima: 184.414,18
- Mínima: 181.559,49
- Diferença para a abertura: +957,44 pontos
- Volume: R$ 25,50 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (30): +0,53%
- Semana: +0,53%
- Março: -3,32%
- 1T26: +13,27%
- 2026: +13,27%
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